Quando começou a desintegração da Iuguslávia, em 1991, marcada pelas independências de croacia e eslovenia os líderes servo-bósnios almejavam constituir um país que unisse todos os sérvios. Mas o povo da Bósnia-Herzegovina também se declarou independente, em 1992. Os sérvios invadiram o novo país, que respondeu militarmente e ampliou a abrangência da guerra com os sérvios.
O conflito envolveu três grupos étnicos e religiosos típicos da região. Depois da segunda guerra mundial a Guerra da Bósnia se tornou o conflito mais longo no território europeu. A disputa entre sérvios cristãos ortodoxos, croatas católicos romanos e bósnios muçulmanos teve início em abril de 1992 e deixou um rastro de aproximadamente 200 mil vítimas. O conflito só chegou ao fim em dezembro de 1995 quando os sérvios, com a capital ameaçada, assinaram o Acordo de Dayton, na cidade de Paris, estabelecendo o armisticio.
A Guerra da Bósnia tomou proporções internacionais por causa da duração do combate, mas também por causa do número de vítimas e, especialmente, pelos crimes de guerra cometidos. Destes, os sérvios foram responsáveis por cerca de 90%. O genocidio matou milhares de cristãos e muçulmanos, mulheres e crianças. A alegação de “limpeza étnica” foi semelhante à utilizada por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, claro, considerando as especificidades e características do novo movimento. De todo modo, genocídio é considerado o pior crime de guerra, até hoje há líderes bósnios e sérvios sendo julgados por suas condutas no conflito.
Pesquisado em:
http://www.infoescola.com/historia/guerra-da-bosnia/
Nenhum comentário:
Postar um comentário